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Conto – Fetiche (parte 2)

“…quando chegamos na casa dele naquela noite eu não poderia imaginar o que iria acontecer comigo. Pra me ajudar a relaxar ele abriu uma garrafa de vinho e me pediu pra ficar a vontade enquanto ele tomaria um banho, pois tinha saído direto do trabalho para a minha casa para me pegar, disse que queria ficar limpo para mim e que não iria demorar. Estava louca de tesão por ele e minha vontade era de cair debaixo do chuveiro e transar com ele ali mesmo mas ele me pediu para esperar e assim o fiz.


Depois de alguns minutos ele voltou, estava lindo, com uma calça jeans clara, descalço e sem camisa, estava super confortável, afinal estava em casa. Chegou perto de mim e delicadamente me puxou pela mão em direção ao seu quarto. Quando entrei no quarto pude confirmar o seu bom gosto, tudo estava impecável, tudo em seu lugar, uma cama imensa onde imaginei que viveria uma noite de sexo e muito prazer.

Senti suas mãos puxando o meu corpo em encontro ao seu e sua boca colando na minha, sua mão direita retirou a alça esquerda do meu vestido, logo depois o contrário, sua mão esquerda retirou a alça direita do meu vestido que caiu ao chão, eu estava com uma calcinha minúscula preta que lentamente saiu do meu corpo enquanto ele de joelhos beijava minha barriga, minha buceta, com pelos cuidadosamente aparados começou a desejar sua boca quando ele se levantou e me perguntou se confiava nele, respondi que sim, quando ele me falou “então a partir de agora, você não enxerga mais” e falando isso retirou uma mascara escura e cobriu os meus olhos.

Ele vendou meus olhos e se afastou de mim, tentei acompanhar a sua voz caminhando pelo quarto enquanto me explicava que com a ausência de um dos sentidos, todos os outros se aguçam mais, para compensar a ausência do sentido que está faltando. Me disse que isso é que permite um deficiente visual, que já nasceu sem esse sentido, tenha uma audição mais apurada, tenha um paladar mais aguçado, sinta cheiros que não sentimos e consiga ler com os dedos placas em braile e alguns deles conseguido ler até relevo de tinta. “agora pense essa sensibilidade toda voltada para o seu prazer, já imaginou como é gozar assim?” Na hora meu corpo se arrepiou, estava achando aquele jogo super envolvente, ele estava se saindo melhor do que eu imaginava, naquele momento me perguntei porque não tinha me envolvido com esse homem antes.


Enquanto estava me perdendo em pensamentos, escuto a voz dele na minha frente me pedindo para se esticar o braço, quando senti o toque do metal instintivamente puxei o braço e perguntei o que era aquilo, ele me pediu calma e pediu para esticar o braço novamente que sabia o que tava fazendo e que tinha certeza que eu iria gostar, resolvi me jogar de vez naquela loucura e senti ele prender meus braços com uma algema, puxou meu corpo novamente e me deu um beijo que me deixou sem ar, de repente sua voz mudou, “de joelhos” me ordenou. “Como?” perguntei desconfiada, “Eu disse pra ficar de joelhos!”.

Meio que desconfiada fui dobrando minhas pernas e toquei com os joelhos no chão frio daquele quarto, já imaginando que ele ia me mandar chupar seu pau me aproximei do corpo dele quando senti ele puxando a corrente da algema e prendendo em algum gancho no chão. Me assustei com aquilo e pedi para ele me soltar, ele riu e disse que voltava logo, escutei ele se afastando e a porta do quarto batendo, eu estava completamente nua, amarrada como uma cadela presa naquele chão frio. O medo foi mais forte do que eu, comecei a chorar…

Meu coração batia forte, eu chegava a escutá-lo, o frio daquele chão foi ficando maior e os sons mais altos, passei a ouvir até o movimento dos ponteiros do relógio que provavelmente ficava numa parede próxima, parei o choro e me acalmei um pouco quando lembrei que ele tinha me perguntando se confiava nele, por algum motivo sabia que tudo aquilo era um jogo e ele não tinha sido rude comigo em nenhum momento e que eu estava ali por vontade própria, pois eu tomei a iniciativa para esse encontro acontecer e não ele.

Tentei me levantar, mas não consegui a corrente era pequena demais, o máximo que eu conseguia era ficar sentada ou de quatro, lembrei então de uma foto que tinha visto uma vez de uma mulher nessa situação, algemada esperando o seu dono e achei que fosse essa a vontade dele, que eu devia esperá-lo, com certa dificuldade abaixei a cabeça e enxuguei as ultimas lágrimas do meu rosto, e fiquei sentada, esperando ele chegar foi quando escutei uma voz vindo de dentro do quarto e quase gritei de susto.

-Que bom que se acalmou – ele falou.

-você me assustou – eu disse.

-É exatamente por isso que você está aí presa.

-Por que me assustei? – perguntei sem entender nada.

- Exatamente por isso, você está aí pra poder aceitar seus medos, nada de deixá-los pra trás, aceite os seus medos e passe a viver com ele de forma que ele não te incomode mais. Quando estamos com medo não pensamos direito, não agimos direito e nos tornamos vitimas de nós mesmos, prova disso é que você estava amarrada aqui no chão de olhos vendados e nem tentou tirar a venda, se tivesse tirado ia perceber que nas algemas tem uma trava que lhe deixaria livre se quisesse, mas você estava assustada demais para pensar.

Aquilo me pegou de surpresa, porque não tinha tentando retirar a venda? “Como sou estúpida, passei um tempão aqui nesse chão frio e a liberdade estava aqui na minha frente” foi quando ele falou algo que mexeu comigo.

“Não, a liberdade estará ao seu alcance agora, dependendo da sua resposta, se quiser se soltar, tire a venda que imediatamente você estará livre das algemas, mas se você decidir ficar com a venda nos olhos, vou lhe mostrar um caminho onde você estará livre das amarras criadas por sua mente, por seus costumes e por seus próprios medos, então o que você quer fazer?

Sem nem pensar direito me coloquei sentada de joelhos, estiquei o corpo e levantei o queixo em sua direção, foi a decisão mais sábia da minha vida…”

Virei a página procurando o resto do relato mas não existia, ela só tinha escrito até aquele ponto, fiquei louca imaginando o que poderia ter acontecido naquele quarto, será que eles tinham transado no chão ou ele tinha levado ela para a cama? Queria detalhes, queria saber como era aquele homem na cama, como era ser possuída por ele.

Deixei o livro na rede e fui correndo para a cozinha pegar mais uma taça de vinho, meu corpo estava quente de desejo, retirei o roupão e fiquei nua em casa, fazia isso sempre, pois moro muito alto e como não tem nenhum prédio na frente do meu então poderia ficar tranqüila, voltei completamente nua para a rede, sentei e pulei para o próximo relato.

Continua…


Conto – Fetiche (parte 1)

“…ele passou a corda em torno do meu pescoço e apertou até chegar próximo de me deixar sem ar, a sensação de ter o corpo todo amarrado, imobilizado por ele me deixou numa situação onde não podia fazer nada além de me entregar e me deixar dominar. Eu não podia mexer mais do que minhas mãos, pois minhas pernas estavam abertas e meus pés e minhas coxas amarradas, meus braços completamente imóveis acima de minha cabeça, meu seios vermelhos devido às voltas que ele deu com a corda em torno deles, minha buceta completamente exposta, depilada como ele mandou que eu deixa-se, a mordaça na minha boca me impedia de falar.


Eu era dele! Naquele momento eu era completamente dele, ele poderia fazer o que quisesse comigo que não teria como reagir e a calma com que ele fazia tudo aquilo me enlouquecia, ele sequer afrouxou a gravata, somente dobrou as mangas da camisa entre uma amarra e outra. E quando eu estava ali, completamente entregue, morrendo de medo e de tesão, comecei a sentir prazer em ser dominada, as amarras faziam com que a sensibilidade da minha pele aumentasse, eu sentia nos bicos dos meios seios o ar frio soprado pelo ar condicionado.

Quando dei por mim estava chorando, lágrimas saiam dos meus olhos e caiam em gotas no forro daquela cama impecavelmente arrumada, era a tensão que me fazia chorar, pois até o momento ele não tinha me tocado, somente senti suas mãos no meu corpo para passar as cordas enquanto me amarrava.

Minha buceta estava vermelha, sentia a umidade dela mesmo sem me tocar, o desejo no meu corpo era tanto que sentia o meu cuzinho se contraindo e relaxando como se estivesse gozando, foi quando ele de frente para mim, me olhando nos olhos foi baixando o corpo em direção ao meu sexo, senti o hálito dele na minha pele e quando sua língua tocou o meu grelo eu morri… por alguns instantes eu morri, tudo ficou branco e não senti mais o meu corpo, quando abri os olhos ele estava perto de mim, acariciou o meu rosto e me disse “bem vinda de volta”…”

Ao terminar de ler esse relato provavelmente escrito pelas mãos daquela mulher, me peguei respirando fundo, o bico dos meus seios duros e minhas pernas cruzadas, apertadas como que prendendo o desejo que aquele texto despertou em mim. Precisava respirar, precisava me acalmar, peguei a taça de vinho esquecida no chão e virei de uma vez, levei minha mão até a minha calcinha e me assustei “meu Deus, como estou molhada!”.

continua…


Conto – Fetiche (Introdução)

Estávamos no ultimo ano da faculdade, eu estava de casamento marcado, não com ele, ele é solteiro, diz que nunca vai se casar, porque assim pode viver plenamente as aventuras que tanto deseja. Naquela sexta-feira à noite, como sempre dei carona para a minha amiga na saída da faculdade e o avistei caminhando até um ponto de taxi próximo.

-Ei, o que aconteceu? Ta sem carro hoje? – Perguntei.

-Bateram no meu carro ontem e tive que deixar numa oficina hoje pela manhã, só devo pegá-lo na segunda-feira.

-Entra que te dou carona – Disse, sem nenhuma maldade, mesmo estudando com ele desde o começo da faculdade nunca nos aproximamos de verdade, sempre nos falamos, mas nada que pudesse caracterizar algo mais, pois ele sempre foi muito educado e sempre me respeitou, evitando brincadeiras comigo.

Como sei que ele mora num bairro próximo ao meu, não ia ter que desviar muito do caminho, coisa de 10 minutos no máximo. Ele aceitou a carona e sentou no banco de trás do carro, pois a minha amiga estava comigo na frente. Apresentei os dois e ficamos num papo bem agradável enquanto íamos seguindo em frente.

Como a Carla, a minha amiga, desce na metade do trajeto até a minha casa, ele passou para o banco da frente para me fazer companhia e fui em direção a sua casa. No rádio do carro estava tocando um blues delicioso e conversamos o caminho todo sobre música enquanto uma pequena chuva começava a cair.

Chegando ao portão da sua casa, ele me agradeceu a carona e desceu do carro rápido, pois a chuva estava começando a engrossar. Deu dois passos largos em direção ao portão, retirou a chave do bolso, abriu a porta, olhou para e mim e deu sorriso entrando em seguida. Saí com o carro, indo para casa pensando apenas num banho quente de banheira quando chegasse em casa. Estava entrando no estacionamento do meu prédio quando escuto um telefone tocando, só que não era o meu. Parei o carro e olhei para trás e vi uma mochila masculina de couro marrom escura, ele tinha esquecido a mochila no meu carro.

Peguei o telefone dentro da mochila atendi era ele perguntando quem era, eu respondi e disse que  ele tinha esquecido a mochila no meu carro. Me ofereci para levá-la com o telefone dele, mas ele me disse que não precisava, que eu não devia me incomodar com isso. Me disse então que viajaria na manhã seguinte que só retornaria no fim do dia e que se não fosse incomodo passaria aqui em casa pra pegar quando chegasse de viagem. Ficando tudo acertado nos despedimos e desligamos. Peguei então a mochila e entrei em casa desejando o meu banho.

Já em casa, depois de um relaxante banho de banheira, saí com um roupão e toalha na cabeça quando vejo a mochila dele em cima do sofá. Sou curiosa demais confesso, sabia que não era o certo, mas não pude evitar, peguei a mochila e fui até a varanda, sentei na rede com a mochila na perna, coloquei minha mão dentro e puxei algo como um caderno. Era um caderno com capa de couro preto escuro, toda enlaçada com fitas de couro, com folhas de papel grosso com aparência de papel antigo, parecia uma peça de coleção, bem antiga e cara.

Dentro tinha vários textos escritos à caneta preta, aparentava ser sempre a mesma caneta, mas as caligrafias eram diferentes e todas elas eram letras de mulheres. Fui até a cozinha, abri uma garrafa de vinho, enchi uma taça e voltei para a rede.

O tempo estava frio naquela noite, mas não tinha muito vento, a chuva tinha dado uma trégua e as nuvens estavam começando a desaparecer descobrindo algumas estrelas naquele céu de outono. A cidade continuava sua vida nesse inicio de magrugada e nesse cenário, mergulhei num mundo onde nunca antes imaginei adentrar, um mundo de luxúria e poder, de entrega e submissão e de dor e prazer, que me fez sentir o que nunca antes tinha sentido.

Meu nome é Paula, tenho 32 anos e essa é a história de como eu conheci o verdadeiro prazer…

continua…


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